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A mais recente estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), indica que o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens. Corresponde a 13,5% de todos os cânceres do mundo, acometendo principalmente os homens a partir dos 50 anos de idade, sendo a idade o principal fator de risco.  Segundo estudos do INCA – Instituto Nacional do Câncer, a estimativa de novos casos para o câncer de próstata está em torno de 65.840 para 2020.

O aumento da incidência está relacionado ao aumento da expectativa de vida da população, a procura pela especialidade de urologia e consequentemente, pelo exame de PSA – antígeno específico prostático em decorrência das consultas médicas.

O surgimento do câncer pode ter diversas causas, tanto internas, que não podemos mudar, quanto externas, em que certamente podemos e devemos intervir. Ainda de acordo com o INCA, os fatores externos influenciam entre 80% a 90% na alteração da estrutura genética celular.

Para as causas internas temos as mutações genéticas como a habilidade do sistema imunológico de nos defender, as variações hormonais e a idade. Já as causas externas temos os hábitos de vida, alimentação, exposição a agentes químicos, entre outros.

Assim, identificar os fatores de risco é fundamental para a prevenção da doença bem como a realização dos exames preventivos.

Em tumores mais volumosos, o câncer de próstata pode ocasionar dificuldade para urinar, ardor e jato urinário fraco, acordar a noite várias vezes para urinar, apresentar gotejamento de urina após completar a micção e, mais raramente, dor e presença de sangue na urina e no esperma.

 

Diagnóstico

O toque retal, ou toque digital é o exame físico anal para avaliar a glândula em busca de alterações, como nódulos (caroços), partes endurecidas ou aumento de tamanho.

A dosagem do antígeno prostático específico (PSA) é uma proteína produzida normalmente pela próstata e ao identificar alteração no valor inicia-se a investigação desse aumento.

Outros exames complementares ao diagnóstico do câncer de próstata, além da biópsia transretal com ultrassom são a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a cintilografia óssea.

O sistema de Gleason é uma classificação informativa sobre a provável taxa de crescimento do tumor e a possibilidade de disseminação. Nesse score, as lesões bem moderadamente e pouco diferenciadas são graduadas de um a cinco, conforme o padrão encontrado denotando maior ou menor agressividade do tumor.

 

Estágios e tratamentos:

O câncer de próstata pode ser dividido em estágios e consequentemente o tratamento mais apropriado para cada fase:

  • Estágio I: assintomático, apresenta tamanho pequeno, baixa agressividade, restrito à próstata.

    • Tratamento: cirurgia de remoção da próstata, radioterapia interna ou externa e observação;

  • Estágio II: também está restrito à próstata, mas é um tumor maior, causa mais sintomas e tem mais chances de se disseminar.

    • Tratamento: cirurgia de remoção da próstata, radioterapia interna ou externa e observação;

  • Estágio III: atinge tecidos vizinhos, como vesículas seminais, reto e bexiga, maior chance de voltar depois do tratamento (recidiva).

    • Tratamento: Cirurgia de remoção da próstata com ou sem remoção dos linfonodos, associada ou não à radioterapia e/ou terapia hormonal.

  • Estágio IV: tumores de próstata que se disseminaram para regiões próximas, como os linfonodos, ou distantes, originando metástase em ossos, pulmão e fígado. Pode ser tratado para oferecer maior qualidade de vida para o paciente.

    • Tratamento: cirurgia paliativa, terapia hormonal e quimioterapia e/ou radioterapia, tratamento para metástases ósseas.

 

Prevenção 

Todo homem deve fazer o controle anualmente como medida preventiva a partir dos 45 anos; controle anual acima de 40 anos se houver casos na família, pai ou irmão.

Praticar atividade física regularmente, manter alimentação saudável e manutenção do peso ao longo da vida, reduzir o consumo de bebida alcoólica e não fumar.

Alimentos que contém licopenos – pigmento avermelhado presente no tomate, melancia e rabanete, podem colaborar para a prevenção do câncer de próstata.


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A radiodermite, ou radiodermatite, é um efeito secundário ao tratamento da radioterapia, uma reação na pele que aparece a partir da segunda ou terceira semana de aplicação e seus efeitos podem permanecer por algum tempo após o término do tratamento. Esse evento ocorre pelo efeito da radiação ionizante usada para destruir certos tipos de tumores. Para chegar às células tumorais, a radiação atravessa tecidos saudáveis, entre eles, a pele, podendo causar toxicidades, aguda e tardias.

A reação aguda pode surgir durante o tratamento e permanecer de 2 a 4 semanas após o término da radioterapia de acordo com o NHS (serviço de saúde da Inglaterra). É identificada inicialmente por eritema, edema progressivo, hipercromia, descamação seca, descamação úmida, ulceração ou sangramento; a toxicidade tardia, ou crônica, pode surgir de três meses a anos após o fim do tratamento, e pode apresentar sinais como isquemia, fibrose, alterações na pigmentação e no espessamento da pele, porém, não há consenso quanto a esse período.

As toxicidades causadas na pele dependem de alguns fatores como técnica utilizada, tipo de equipamento, área do corpo a ser tratada e dose. Influenciam também tratamento antineoplásico concomitante a radioterapia, a idade do paciente, estado nutricional e hidratação oral, comorbidades, etilismo e tabagismo.

Para acompanhar a evolução da radiodermatite é comum utilizar as escalas para avaliação da pele, como a RTOG – Radiation Therapy Oncology Group, da European Organisation for Research and Treatment of Cancer, com graus que variam em ordem crescente de toxicidade conforme região de tratamento.

Grau I: eritema folicular moderado; epilação; descamação seca e hipercromia

Grau II: eritema intenso; edema moderado; descamação úmida em placas

Grau III: eritema rubro escuro, brilhante e doloroso; descamação

Grau IV: ulceração; hemorragia; necrose

A conduta terapêutica preventiva durante o tratamento deve ser reavaliada semanalmente pelo médico, durante a consulta de revisão, a fim de implementar mudanças, quando necessário, adequando a resposta das toxicidades às orientações e cuidados.

Na consulta com a enfermagem, a equipe deve promover as medidas preventivas de cuidado que incluem desde higienização da pele, compressas frias no local, alimentação adequada e esclarecimento quanto às prescrições para analgesia e uso de pomadas.

Algumas regiões são mais suscetíveis as reações como região de cabeça e pescoço, sulco inframamário (mamas pendentes), região axilar, região vulvar e anal. Os cuidados com a pele da região de tratamento são importantes para uma rápida recuperação das lesões e evitar as pausas durante o tratamento.

Cuidados essenciais 

  • Higienizar e hidratar a pele diariamente.
  • Lavar a região com sabonete suave, preferencialmente líquido, com pouco aroma e água morna. Secar com toalha macia.
  • Hidratação local com cremes a base de calêndula, aloe vera ou hidratante neutro.
  • Não esfregar o local.
  • >Não utilizar fitas adesivas.
  • Evitar roupas justas, prefira tecidos de algodão.
  • Proteger a pele das oscilações de temperatura.
  • Não expor a região de tratamento ao sol – usar filtro solar, acima de 30 FPS.
  • Não depilar com cera ou cremes depilatórios.
  • Manter unhas limpas e curtas.
  • Se apresentar lesão tumoral ulcerada, secretiva e que seja necessário uso de curativo, seguir orientação da equipe de enfermagem do serviço de radioterapia.
  • Manter higiene íntima adequada quando o campo de tratamento for na região pélvica (colo de útero, reto, etc.).
  • Não usar barbeador elétrico na pele do rosto ou aparelhos de barbear com lâminas nas regiões de tratamento. Evitar o uso de aparelhos elétricos em razão da dificuldade para higienizar esse dispositivo. Já os barbeadores com lâminas o problema é o risco de cortes na pele e possível infecção da área de tratamento.

 

Estudos recentes comprovam a eficácia de produtos à base de calêndula, adequados para pacientes em tratamentos oncológicos. São hidratantes suaves, sem odor e de fácil absorção.

Evitar produtos com parabenos, uréia (por sua ação esfoliante), fragrâncias, corantes e a base de ácido favorecem o cuidado diário


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O câncer de mama, causado pela multiplicação desordenada das células da mama, é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo, depois do câncer de pele não melanoma, podendo acometer também homens, porém é raro, representando menos de 1% do total de casos da doença. 

Acima dos 35 anos a incidência cresce progressivamente tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. A principal função das mamas é a produção do leite, que é conduzido até os mamilos por canais muito pequenos chamados de ductos. Há vários tipos de câncer de mama, mas a doença comumente se instala nos ductos e com menor frequência, nos lóbulos.

O sintoma mais comum é o aparecimento de nódulo único na mama ou na região da axila, indolor, duro e irregular, pode apresentar também edema cutâneo, pele com aspecto à casca de laranja, retração da pele, dor, inversão do mamilo, hiperemia (vermelhidão), descamação ou ulceração do mamilo, secreção através do mamilo (geralmente transparente como ‘água de rocha’). O tumor pode apresentar consistência endurecida e, às vezes é possível observar mudança no formato da mama.

O diagnóstico precoce é uma forma de prevenção secundária e visa identificar o câncer de mama em estágios iniciais. O objetivo do diagnóstico precoce é identificar pessoas com sinais e sintomas iniciais da doença, para garantir qualidade de vida e assegurar a assistência em todas as etapas da linha de cuidado da doença.

Além do exame clínico das mamas, podem ser recomendados exames de imagem como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética. A confirmação diagnóstica é feita por meio da biópsia, técnica que consiste na retirada de um fragmento do nódulo ou da lesão suspeita por meio de punções ou de uma pequena cirurgia e o material retirado é analisado pelo patologista para a definição do diagnóstico.

O tratamento do câncer de mama é feito por meio de uma ou várias modalidades combinadas. O médico vai escolher o tratamento mais adequado de acordo com a localização, o tipo do câncer e a extensão da doença. Além da cirurgia – mastectomia, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária – radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e tratamento com anticorpos.

No SUS, a lei nº 12.732, de 2012, estabelece que o paciente com neoplasia maligna tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no prazo de até 60 dias a partir do dia em que for confirmado o diagnóstico pelo laudo patológico ou em prazo menor, de acordo com a necessidade do caso.

Os principais fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento do câncer de mama, são: 

  • Ser mulher;
  • Idade avançada (mulheres acima dos 50 anos correm mais risco);
  • Histórico familiar;
  • Não ter filhos ou ter depois dos 30 anos (exposição avançada aos hormônios femininos);
  • Consumo de álcool elevado;
  • Excesso de peso;
  • Sedentarismo (falta de exercícios físicos);
  • Mutação genética (possuir genes BRCA1 e BRCA2).

A prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e investir nos fatores protetores, especificamente aqueles considerados modificáveis como alimentação saudável, praticar atividade física, controlar o peso, evitar consumo de bebidas alcoólicas e amamentar podem ser considerados fatores protetores para reduzir o câncer de mama. 

O diagnóstico precoce, consiste em avaliar e detectar sinais e sintomas clínicos iniciais da doença, além do rastreamento, aplicação de teste ou exame numa população sem sinais e sintomas sugestivos de câncer de mama, com o objetivo de identificar alterações sugestivas de câncer e, se resultados anormais, encaminhar para investigação diagnóstica. O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento.

Em relação à avaliação  e recomendação para o diagnóstico precoce da doença o Ministério da Saúde preconiza:

  • Mulheres de 40 a 49 anos – realização do exame clínico das mamas por profissional da saúde, e realização de mamografia, somente se existir indicação da equipe de saúde.
  • Mulheres de 50 a 69 anos – realização do exame clínico das mamas por profissional da saúde e realização de mamografia de 2 em 2 anos, ou em intervalos menores, dependendo do resultado da mamografia anterior. Se você perceber alguma alteração na mama, procure a equipe de saúde mais próxima da sua casa.
  • Mulheres com elevado risco para câncer de mama (histórico familiar e/ou histórico pessoal de câncer de mama) – necessário avaliação e acompanhamento individualizado. 

Toda a mulher deve começar a realizar exame clínico preventivo anualmente, e mamografia, após os 50 anos. A partir dos 40 anos (a cada 1 ou 2 anos); ou aos 35 anos em caso de histórico na família. 

Quando indicada, é primordial que a terapia de reposição hormonal (TRH) seja acompanhada pelo médico para controle de sua eficácia e tempo de tratamento.


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O diagnóstico do câncer e seu tratamento causam grande transtorno ao paciente, levando em consideração todos os aspectos de sua vida, sejam físicos, mentais, econômicos e sociais. Ainda mais, considerando que as ocorrências do câncer e seus diagnósticos são cada vez mais precoces. Em meio a todo esse contexto, o tratamento pode apresentar um grande dilema, principalmente para o paciente jovem que tem o desejo reprodutivo, uma vez que pode envolver o tratamento cirúrgico com remoção de órgãos importantes à reprodução, tais como: útero, ovários e testículos. Além dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia, que podem ser bastante deletérios à função das gônadas (como os testículos e ovários). As gônadas são os órgãos responsáveis pela produção de espermatozóides (testículos) e óvulos (ovários), células que são excretadas durante o ato sexual, sendo fundamentais para que possa haver a fecundação e assim a geração de novos embriões. Infelizmente, as gônadas podem ser bastante sensíveis aos efeitos da quimioterapia e da radioterapia, com risco de infertilidade, mas dependendo logicamente de inúmeros fatores como o tipo e a dose da medicação empregada, a área do corpo que está sendo irradiada e a dose de radiação. Por isso é dever do médico oncologista clínico ou radiooncologista informar sobre os riscos do tratamento na fertilidade e as possibilidades, caso haja desejo reprodutivo.

Entre os fatores de risco para infertilidade, estão: 

– A irradiação de corpo inteiro (TBI), para pacientes em tratamento de transplante de medula óssea;

– Irradiação pélvica (tumores ginecológicos, próstata, testículo, canal anal, reto, urológicos);

– Utilização de quimioterápicos como Ciclofosfamida, Procarbazina, Clorambucil, Cisplatina e Doxorrubicina, entre outros.

– Idade (redução de reserva folicular, no caso das mulheres);

Quando há ainda o desejo reprodutivo, existem algumas possibilidades para pacientes com risco de infertilidade, como a criopreservação (“congelamento”) de oócitos, espermatozóides e embriões. As estratégias devem ser discutidas antes do tratamento oncológico com o médico especialista em reprodução humana, juntamente com a equipe multidisciplinar, que envolve outras especialidades como oncologia, radioncologia, urologia, ginecologia, cirurgia laparoscópica, genética e a psicologia. A paciente não deve criar falsas expectativas quanto a esses métodos, uma vez que a taxa de sucesso na fertilização pode não chegar a 40-50%.


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Deve-se evitar a gravidez durante a radioterapia sempre que possível, devido aos riscos que o tratamento pode oferecer, entre eles as alterações fetais em todas as fases da gestação. A gravidez durante o tratamento oncológico pode colocar em risco a saúde da mãe e do filho. As altas doses de radiação usadas podem prejudicar o bebê a qualquer momento durante a gravidez. 

Os riscos associados ao tratamento oncológico devem ser considerados em uma eventual gestação após o câncer. Entre os riscos estão o abortamento, parto prematuro, restrição ao crescimento do feto e anormalidades no desenvolvimento da placenta, e com prováveis complicações pós-parto em mulheres que foram submetidas a tratamento de radioterapia pélvica. 

Em caso de dúvidas consulte o seu médico.


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